Espaço receberá em média 50 advogados por dia, maior fluxo diário do Estado
O Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira inaugurou na manhã da última segunda-feira, 19.06, um moderno parlatório para atendimento aos custodiados da unidade. Com cerca de 60 metros quadrados climatizados, a obra foi custeada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Minas Gerais e conta com seis cabines para atendimento individualizado com interfone, bancos fixos de alvenaria, concreto e vidro para separar os presos dos seus defensores, além dois banheiros. O local recebe em média 50 advogados por dia, sendo considerado o maior fluxo diário do estado.
O espaço recebeu o nome do advogado Ronaldo Mayrink de Castro Garcia Dias, que morreu precocemente em um acidente de carro. O advogado Ronaldo Garcia Dias, pai do homenageado, disse que o filho "era um profissional que lutava pelas questões sociais e exercia trabalhos voluntários em benefício dos mais necessitados. O parlatório dará condições de trabalho para a classe".
Durante a cerimônia de inauguração o secretário de Estado de Administração Prisional (Seap) Sérgio Barboza Menezes, ressaltou que a construção do parlatório "foi graças à união de esforços em prol da dignidade dos detentos, do trabalho exercido pela advocacia e em benefício da sociedade". O local foi construído por presos que cumprem pena na unidade e o trabalho contará na remição de pena.
Para o diretor do Ceresp Gameleira, Rodrigo Clemente Malaquias, a construção do parlatório resultará em tratamento mais humanizado do preso e ampliará o nível de ressocialização. "O parlatório dará mais segurança e tranquilidade para todos os envolvidos", afirmou. Os presentes à solenidade assistiram a um vídeo que mostrou o antes e o depois da obra, demonstrando a diferença do espaço.
Para o presidente da OAB Minas, Antônio Fabrício Gonçalves, um dos principais benefícios do parlatório é a facilidade de comunicação entre o advogado e seu cliente. "o espaço irá conferir mais dignidade aos advogados e detentos e reafirma o direito constitucional, que é o sigilo da interlocução entre as partes".
*Com informações de OAB MG/imprensa