Projeto envolve detentos na produção de enfeites para o Carnaval e fortalece a qualificação profissional e a reintegração social
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp MG), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), realiza no Presídio de Janaúba, no Norte de Minas, o projeto Costurando a Liberdade, iniciativa voltada à qualificação profissional e à reintegração social de detentos, em parceria com a prefeitura municipal. A proposta integra as políticas da Sejusp MG, com foco na humanização do cumprimento da pena e na redução da reincidência criminal.
Na unidade prisional, os custodiados participam de oficina de costura criativa e alternativa, com aprendizado de técnicas de reaproveitamento de tecidos e confecção de peças diversas. Neste período que antecede o Carnaval, os presos produzem enfeites que irão compor a ornamentação da festa na cidade.
O secretário da Sejusp MG, Rogério Greco, destaca que o trabalho é um dos principais instrumentos de ressocialização no sistema prisional mineiro. "Ao desenvolver habilidades e fortalecer a responsabilidade, iniciativas como essa reforçam a política do Governo de Minas no sentido de promover a reintegração social por meio da qualificação profissional”, afirma.

Foram confeccionados cerca de 3 mil metros de enfeites carnavalescos. A decoração será instalada em um local conhecido como Praia do Copo Sujo, próximo ao leito do Rio Gorutuba, tradicional espaço de celebração popular.
Segundo o diretor-geral do Presídio de Janaúba, Clayton Davidson Gomes de Souza, o projeto tem papel fundamental no processo de ressocialização. “Trata-se de uma importante iniciativa de reintegração social por meio do trabalho, que oferece capacitação profissional, estimula o desenvolvimento da responsabilidade e da disciplina e prepara os custodiados para a inserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena”.
“Entrei aqui sem saber nada e hoje faço um pouco de tudo com a ajuda das professoras do projeto. Me sinto habilitado para o mercado de trabalho e pretendo seguir na área de costura”, relata João Silva*, custodiado participante do projeto.

Além da oficina de costura, a unidade mantém outras frentes de trabalho, como horta orgânica, produção de bloquetes para pavimentação, reformas de espaços públicos municipais e o cuidado com o tanque de peixes, ampliando as oportunidades de qualificação profissional e ressocialização.
*Nome fictício
Texto: Leandro Veloso
Fotos: Divulgação Sejusp
Fotos: Divulgação Sejusp


