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Primeira etapa do Festival da Canção Prisional coloca Minas em destaque nos projetos de ressocialização

A 4ª edição do evento musical aconteceu em São Lourenço e reuniu detentos apresentando músicas de autoria própria em estilos e ritmos variados como sertanejo, gospel, funk e rap

A Etapa Sul de Minas, do Festival da Canção Prisional (Festipri 2018), foi realizada no último sábado, 19.05, em São Lourenço, com a participação de aproximadamente 100 detentos de sete unidades da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) e duas unidades da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac’s). As músicas inéditas e de autoria dos presos tiveram o acompanhamento instrumental de colegas das unidades prisionais. O evento coloca Minas Gerais em destaque no cenário nacional quando o assunto é ressocialização por meio da música.

O Coral Raízes do Futuro, do Presídio de Varginha, conquistou o primeiro lugar com a música Meu Corpo, Meu Direito, que defende os direitos da mulher na sociedade e enaltece seu papel e importância. A unidade prisional de Piumhi levou o troféu de segundo lugar e o de melhor intérprete. Três Corações conquistou o terceiro lugar. Os demais concorrentes receberam troféus de participação.

Participaram candidatos de unidades prisionais dos seguintes municípios: São Lourenço, Itajubá, Varginha, Andradas, Poços de Caldas, Piumhi e Três Corações. A Apac esteve representada por presos de Alfenas e Campo Belo.

O maestro do Coral Vozes da Cela e diretor de Atendimento do Presídio de São Lourenço, José Henrique Martins, é o principal responsável pela realização do Festipri, desde a primeira edição em 2015. “O evento somente acontece com o apoio dos servidores das diversas unidades prisionais e da comunidade de São Lourenço. Inúmeras pessoas estão comprometidas com o sucesso do evento, inclusive nas etapas em outras regiões”, enfatizou o maestro.

Júri técnico

Os vencedores foram escolhidos por Solange Cabizuca, empresária; Raphael Oliveira, músico; Patricia Vilches, soprano e professora de canto; Tom Ferrer, músico; Tereza Rodrigues, professora; Heny Negreiros Alfradique, secretária municipal de desenvolvimento social de São Lourenço; Tiago Pereira, do Conselho da Comunidade de São Lourenço e Leandro de Souza Andrade, agente penitenciário e músico.

As músicas tiveram avaliação nos seguintes quesitos: letra, música e originalidade. A interpretação foi um quesito julgado separadamente.

Próximas etapas

Cerca de 500 presos de 80 unidades da Seap e Apac estarão presentes nas seis etapas do Festipri 2018. No Triângulo e Norte do estado estão previstas para acontecer em junho, no Vale do Rio Doce e Região Metropolitana de Belo Horizonte para julho e na da Zona da Mata em agosto.

Texto e imagens: Bernardo Carneiro

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