Material pedagógico, composto por livros, fones de ouvido e e-books, beneficiará milhares de custodiados e reforçará a preparação para o Enem e o Encceja
Para ampliar oportunidades no sistema prisional, incentivar a qualificação profissional e contribuir para a redução da reincidência criminal, o ensino como ferramenta de transformação ganhou mais um reforço em Minas Gerais, com a entrega de kits de estudo com tecnologia para pessoas privadas de liberdade.
A iniciativa resulta da parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp MG), por meio da Polícia Penal de Minas Gerias (PPMG) e a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG). A ação amplia o acesso ao ensino nas unidades prisionais e fortalece a preparação para exames nacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

A iniciativa integra o Termo de Cooperação Técnica nº 03/2024, que prevê a oferta da Educação Básica, incluindo a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), nas unidades prisionais do Estado. O investimento total na aquisição dos kits supera R$ 6,2 milhões.
Ao todo, serão distribuídos 6.922 livros físicos e 3.462 dispositivos digitais, formando kits de estudo que incluem também fones de ouvido e equipamentos de recarga. O material será utilizado por estudantes dos ensinos Fundamental e Médio matriculados nas escolas estaduais que têm o segundo endereço dentro das unidades prisionais.

Durante a entrega simbólica, realizada nesta segunda-feira (13), o secretário de Estado Adjunto de Justiça e Segurança Pública, coronel BM Edgard Estevo, destacou o impacto da iniciativa na vida dos custodiados. “Quando levamos educação para dentro das unidades prisionais, oferecemos uma oportunidade concreta de mudança. É um caminho real para reconstrução de trajetórias e redução da reincidência”, afirmou.
O diretor-geral da Polícia Penal de Minas Gerais, Leonardo Badaró, ressaltou o avanço na oferta educacional com o uso da tecnologia. “Os e-books ampliam o acesso ao conteúdo e permitem que os estudantes desenvolvam habilidades digitais, fundamentais para o retorno à sociedade e ao mercado de trabalho”, pontuou.
Adaptação ao sistema prisional e inclusão
Os dispositivos foram adaptados para o ambiente prisional e não possuem acesso à internet ou qualquer tipo de comunicação externa, garantindo segurança no uso. O conteúdo inclui videoaulas, materiais atualizados e exercícios alinhados às diretrizes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com suporte também em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Texto: Dayana Silva
Fotos: Maurício Vieira/Ascom Sejusp


